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quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Blog, mídia neutra e alternativa?

Existem muitas discussões nas diversas áreas do conhecimento sobre a influencia da mídia jornalística na vida do indivíduo. Este assunto me preocupa muito, por isso já postei diversas vezes sobre a manipulação da mídia. Antes de ler um jornal, uma revista ou assistir um telejornal, é necessário lembrar que tais meios de comunicação são financiados por empresas e políticos (principalmente no caso do Brasil muitas emissoras locais são de políticos). A industria da mídia têm interesses puramente econômicos, e muitas vezes não se preocupam tanto com a ética e com o que aquela informação vai causar na vida do receptor daquela mensagem, e sim com seu objetivo final: ibope, vendas de cópias... No caso da revista Veja, por exemplo, todas as reportagens são reescritas por uma só pessoa, o editor chefe.
O blog atualmente é um instrumento de informação "alternativo" muito importante, na minha opinião. Antigamente o blog se resumia basicamente em um diário virtual porém, hoje em dia ele pode ser considerado uma página de jornalismo, ou fonte de outros conhecimentos que fuja do senso comum. É importante lembrar que para um blog ser uma página independente, ou seja, sem uma empresa com interesses específicos determinando o que pode ou não ser postado. Por isso é importante que este esteja hospedado em sites gratuitos. Não é por que está escrito “blog” no título do site que este é uma página livre de interesses econômicos e políticos.
Determinados blogs de jornalistas são muito populares, pois são lá que eles costumam postar suas opiniões, e reportagens que não seriam possíveis em seus jornais. Mas será que este tipo de blog jornalístico quando hospedado em um site da globo.com, por exemplo, poderia ter post criticando a Globo, ou algum político ligado à emissora?
No caso do Paulo Henrique Amorim, ele teve sérios problemas com o IG por falar mal da empresa por trás do IG e de Determinados políticos. Agora o blog do jornalista, Conversa Afiada, está em outra página...

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Ano de eleição municipal!!!

Ano de eleição é incrível, um festival de inaugurações. Nem vou dizer que só "tal" prefeito faz isso. Mas uns superfaturam mais que outros. No caso do telecentro*, este ano centenas de telecentros foram inaugurados só na cidade de São Paulo. Existem hoje cerca de 150 telecentros, a maior parte nas periferias de São Paulo, e até o fim do ano serão inaugurados mais 150. O mais incrível é que a quanto mais telecentros pior a qualidade e manutenção destes. Onde eu trabalho faz meses que não tem bebedouro, e tranca nos banheiros. Os funcionários têm que comprar água, fora que temos que abrir o telecentro nos feriados sem nenhum benefício a mais. Mas esses não é o que mais de irrita.
Há menos de 20 dias de inaugurado o CEU Feitiço da Vila, no Capão Redondo, Zona Sul de SP, apresentava rachaduras nas paredes. Claro que deveria ser inaugurado este anos junto com todos outros CEUs - ano de eleição. O pior é que essas rachaduras foram aparecer principalmente onde existe as salas de aula. De acordo com um amigo que trabalha como neste CEU, na sexta os tinha gente entrando de capacete no prédio e no sábado inaugurou. Quando lavavam o piso de cima caía àgua nas salas de baixo. Tantas obras mal feitas é um assunto muito grave, imagine daqui a 10 anos como vão estar essas obras, se novíssimas já estão assim...

O fato de não ter estourado na mídia foi muito estranho, na TV o que mais repercutiu foi uma pequena reportagem no SPTV, se não fosse lá no Capão, talvez seria diferente.
Que vexame Kassab! O pior é que na nossa vida corrida, com uma velocidade record de informação ninguém pára e observa esses detalhes que revelam a mais podre falta de respeito com o cidadão.
Responsáveis pela obra dizem que istas rachaduras são normais... pois é...
Nós como brasileiros, "brejeiros" como somos, vamos fazer piadas com o assunto...
E depois de um mês... o que aconteceu mesmo?

São Paulo está mais cara que NY para classe média, diz as manchetes de jornal!! (Veja mais)

Isto significa também que, nossa cidade arrecada mais impostos que muitas cidades muito mais ricas e desenvolvidas. Devemos questionar aonde está sendo empregado todo este dinheiro e a distribuição de renda. Qual é nossa participação política nessa democracia? Apenas o voto?


Ano de eleições municipais, vamos questionar!!!

O Brasil não faz panelaço, é o pais do carnaval...

* Telecentros são espaços com computadores conectados à Internet banda larga. Cada unidade possui normalmente entre 10 e 20 micros. O uso livre dos equipamentos, cursos de informática básica e oficinas especiais são as principais atividades oferecidas à população.




segunda-feira, 9 de junho de 2008

Do ponto de vista do Índio...


Optamos estudar do ponto de vista da etnologia clássica, concentrada no conhecimento das dimensões internas da vida dos povos indígenas, ao invés da etnologia interétnica com, o objetivo basicamente oposto clássica, concentrando-se em grande parte a questões administrativas, ou melhor, o ponto de vista do Estado nacional.

Nesses últimos meses com a discussão de problemas ambientais e reintegração de terras indígenas, é visível a falta de conhecimento de nossos governantes em relação às diferenças entres as tribos brasileiras. A questão das terras indígenas ilustra bem a visão errônea do governo brasileiro para com os índios. Muitas vezes observamos comentários como o de Arnaldo Jabor em relação ao caso do conflito da terra indígena Raposa/Serra do Sol, em Roraima, em que ele critica que poucos índios tenham posse a uma grande quantidade de terra, e brasileiros pobres não tenham onde morar. Esse tipo de comentário só aumenta a falta de sensibilidade, e ignorância da massa popular, sobre a necessidade de falar do nativo de acordo com o nativo. Nas escolas aprendemos sobre os índios de forma genérica, sem conhecer e entender a relevância de conhecer as diferenças fundamentais entre a cultura dos índios e a nossa.
É fundamental que as reservas indígenas sejam extensas, pois isso é primordial para que eles consigam conservar seus rituais, e não ter que precisar se misturar à nossa sociedade de forma marginal. Além de que, segundo dados da FUNASA, a curva de crescimento da população indígena, que evolui aproximadamente 5% ao ano, o que corresponde a 2,6 vezes o crescimento da população não-indígena. Atualmente, são cerca de 490 mil indígenas aldeados em todo o País.
Tentar “aculturar”, esta população é uma desculpa para que essas terras sejam redistribuídas. A coerência da etnologia clássica assume um papel único e inevitável no estudo das sociedades tribais, pois além de considerar os membros dos coletivos indígenas localizados no Brasil como cidadãos brasileiros, respeita as suas distintas organizações sócio-culturais e direitos sobre as terras que ocupam. Ela além de ser tida como a mais coerente é também a mais legítima, pois leva em consideração a voz do nativo: seus anseios, suas pretensões, e o mais importante, como se vêem e se relacionam.
As reservas indígenas não são respeitadas pelos “civilizados”, e com isso Atividades irregulares de agronegócio, extração ilegal de madeira, garimpos, grilagem e cooptação de índios por fazendeiros são alguns dos problemas em pelo menos dez reservas.
Os índios têm protegido nossas florestas, e sabem melhor que qualquer um como usar as riquezas naturais de forma sustentável - este que é um termo recente e da moda, é substancialmente o que os índios praticam a centenas de anos.
O estudo, conduzido pelos pesquisadores no Woods Hole Research Center e no Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia, analisou a efetividade de áreas protegidas contra remoção das florestas usando análise quantitativa de dados de satélite. Foi descoberto que o desmatamento era de 1,7 a 20 vezes maior fora do perímetro das reservas, enquanto os incêndios florestais eram de 4 a 9 vezes maior. Terras indígenas também desaceleraram a remoção de florestas em regiões fronteiriças com forte desmatamento.
Assim como nós podemos aprender com os indígenas, sem nos tornarmos índios, temos que entender que os índios podem aprender coisas da nossa cultura, e adquirir alguns hábitos, sem necessariamente terem que se civilizarem. E não é porque eles não têm capacidade intelectual para isso, mas sim muitas vezes eles mesmos não têm interesse nenhum, pois eles têm sua própria cultura e são satisfeitos com ela.
A respeito da assimetria epistemológica, é necessário dizer que, o nativo tem que estar no mesmo níveo epistemológico que o antropólogo. Ou seja, o nativo tem que ser ouvido sempre.
A tentativa de aculturação dos índios é um problema crônico da nossa sociedade. Matavam-se muitos índios principalmente “porque não tinham alma”, explicação religiosa. Tudo que era problema social era excluído da sociedade: bêbados, índios, negros...
Como fazer uma integração dos índios menos desumana?
Talvez uma alternativa seria possibilitar a preservação da cultura indígena, e aprender com ela à como explorar a Amazônia com a ajuda dos índios, pois é provado que eles têm muito a ensinar sobre isso. Aceitar as diferenças da população do nosso país, efetivamente, e não só em discurso numa visão romântica do índio.

sábado, 31 de maio de 2008

Maio de 1968

Não quero parecer saudosista, mas a 40 anos atrás me parece que as pessoas se incomodavam em se incomodar com a política nacional.

Não discursarei, pois não vivi nessa época - só tenho quase 22 - mas me recordo das lembranças que a história me deixou.

Enfim, filosofias de lado, acho que a produção cultural era a nossa maior riqueza naquela época. Antes a indignação, que faz refletir e questionar, do que o morno estaguinado em que vivemos. É o que eu acho.

Ainda temos muitos motivos pra lutar, mas é muito mais encoberto e maquiado estes motivos que uma nua ditadura.

Acho que vai ser difícil que a produção cultural se iguale à daquele tempo. Por isso, me delicio do que posso ter acesso daquela época.
Será que precisaremos de outra ditadura para sairmos à rua novamente?
Não é mais preciso dizer Cálice...


quarta-feira, 30 de abril de 2008

As falácias da mídia - PARTE II


A novela que se tornou o caso Isabela bateu recorde nas pesquisas realizadas pelo CNT/Sensus: entre as duas mil pessoas entrevistadas na pesquisa, 98,2% têm acompanhado as repercussões do caso na mídia. Esse é o maior índice de conhecimento nacional sobre algum assunto com esse tipo de pergunta na história da pesquisa, segundo Ricardo Guedes, responsável pela pesquisa. De acordo com esses dados, percebemos que a mídia conseguiu atrair a atenção da população através de instrumentos sensacionalistas. A suspense do caso mexe com a imaginação do público.
Esse realmente é um assunto sério, a violência contra criança é um muito mais frequênte do que é mostrado nos meios de comunicação. Alguns dados divulgados pela Unicef (fonte site da metodista) realmente impressionam:
- De acordo com a Sociedade Internacional de Prevenção ao Abuso e Negligência na Infância, 12% das 55,6 milhões de crianças brasileiras menores de 14 anos são vítimas anualmente de alguma forma de violência doméstica.
- Em média, 18 mil crianças são agredidas por dia, 750 violentadas por hora e 12 vítimas de agressão por minuto. - De hora em hora uma criança morre torturada, queimada ou espancada pelos próprios pais em todo o mundo.
- As mais afetadas são meninas entre sete e 14 anos, que sofrem principalmente de abuso sexual.
Isto mostra que casos iguais ou piores que o de Isabela acontece com muita frequência todos os dias no mundo. A repercussão desse caso pode ser útil para chamar atenção da população para este problema de violência doméstica, que em 70% dos casos os culpados são os pais biológicos. Vamos torcer para que os jornalistas de plantão lembrem-se da ética e parem de fazer do caso da morte da menina uma novela que bate recorde de audiência, aproveitem que a população está ligada em algo que não seja o Big Brother para trazer a tona uma questão macro da nossa sociedade.

quinta-feira, 17 de abril de 2008

As falácias da Mídia


Você já parou para pensar sobre a capacidade da mídia em chamar a atenção da população e fazer com que a população se mobilize por alguma razão?
Imagine como seria bom se a mídia na TV fizesse todo o sensacionalismo potencial para assuntos de interesse nacional como política. Tipo ...o Datena falando emocionalmente sobre o fato que o Brasil é o segundo país que mais paga imposto no mundo, ou a falar em todos programas semanais sobre a Amazônia que está sendo destruída para plantar bio-combustível...
Todas as pessoas que estavam na frente da casa dos parentes da menina que morreu, Isabela, ou em frente a delegacia, poderiam estar em frente a câmara dos deputados!
Isso porque eu nem estou falando das manipulações de notícias na mídia.
Cadê a massa crítica que tanto falavam na época das Diretas Já! ? Será que o povo só sabe se ligar no BBB? Deve ser por isso que o Lula está querendo fazer a tal da TV Lula!!!
Quem acha que vivemos com liberdade de imprensa, tem que rever os conceitos! Não acredite em tudo que se vê na TV é muito fácil manipular imagens hoje em dia.
Acima, imagem da capa da revista Veja que manipulou a foto do presidente venezuelano para deixá-lo com cara de mau...

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